Visita a um dos campus da universidade.
Onde andei cerca de um ano e meio até finalmente perceber que aquele curso não me dizia nada e voltar a inscrever-me em marketing, o que me deixou infinitivamente mais feliz.
Serviços Académicos - Formação avançada
Muita gente à espera. Eu com duas matrículas para fazer. Duas porquê? - perguntou a senhora - Duas, porque somos duas pessoas, respondi.
Não me parecia que fosse uma pergunta com muitas opções de respostas, não desenvolvi e ela calou-se.
Começa a atender-me, muitas perguntas, formulários, tempos de espera pelo sistema, muita gente a acumular até à porta. Recebe um telefonema pessoal. Más noticias. Muito más noticias. Começa a tremer e a chorar e ainda assim a atender-me. Pergunto-lhe se não quer um minuto. Diz que sim e corre 'lá para dentro' a chorar. Volta. Continua igual. Volta a correr para o refúgio.
Vem a 'chefe' atender-me e começa a revirar os olhos como se a colega não tivesse direito de ficar transtornada com aquelas más noticias. Começa a mexer no meu processo e a 'exigir' que pague as propinas na totalidade quando na verdade tenho uma redução significativa face às equivalências conseguidas. Reclamo, claro, porque o processo do F. estava tratado e tudo estava em condições, equivalências consideradas inclusivé. Coloco-a no seu lugar, digo-lhe que tem todo o processo à frente e toda a informação para me fazer a matrícula correctamente. Parece que me está a fazer um favor só por me atender. Começo a imaginar-me a escrever a reclamação.
Volta a senhora transtornada. Limpa os olhos e diz que as pessoas não têm culpa do que aconteceu e que me vai atender. 'Enxota' a chefe e trata do meu caso sem problemas.
Saí. A minha vida continua, a dela também, mas de certeza que com uns dias/semanas/meses complicados pela frente.
E penso que a vida muda em segundos. E não gosto disso.