segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Dos dias mais ou menos bons

Ontem acordei com os pés de fora. Estava mal disposta pronto. Doia-me a cabeça, fiquei enjoada com o sumo natural do pequeno-almoço e não me apetecia fazer nada.

Iamos os três a caminho de um restaurante que gosto muito e eu ia a pensar em como me sentia naquele momento e em como normalmente os meus posts no blog são sempre para cima e cheios de boa energia. Toda a gente sabe que nem tudo é perfeito e que mesmo quando não há grandes motivos para estarmos menos felizes isso pode acontecer. E também é bom falar disso. Falar e pensar sobre isso para que estejamos conscientes dos nossos sentimentos e saber dar-lhes a volta quando é preciso.

O mau humor foi afastado com uma pizza rústica e com a descoberta dos três de que a mais pequena afinal gosta de pizza. Nunca come, sai sempre um "não gosto" que antecede qualquer tipo de prova. Mas ontem, depois de provar primeiro um bocadinho de fiambre, depois um bocadinho de massa e por fim um bocadinho de 'molho', comeu, comeu e comeu.

Hoje ficou comigo depois de me mostrar aqueles olhinhos e dizer que não queria ir à escola.
Andou comigo de manhã nos meus afazeres fora de casa, passámos no parque e viemos para casa. Queria fazer um bolo para cantar os parabéns ao papá (que faz anos daqui a largos meses). Fizemos as broas para os cabazes da escola e o que ela gostou de meter a mão na massa.

Primeiro entornou um bocado dos ovos batidos, depois havia farinha por todo o lado e a massa chegava às orelhas. E ela feliz, feliz. No final decorou-as com a fruta cristalizada e enquanto eles estavam no forno não se cansava de dizer que tinha muita fome e queria bolo.

Ajudou-me a acabar os cabazes, colocou coisas nos sacos, colou etiquetas e ainda posou para uma fotografia que serve de postal de Natal e é a prova de que ela ajudou a fazer as prendas.

E tivemos mais surpresas boas mas vêm no post seguinte... :)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Num Domingo de sol...

Às vezes tem de ser. Sair de casa pela manhã e aproveitar todos os minutinhos de sol e ar puro que o dia tem para nos dar.

O rumo a Faro foi uma opção condicionada, mas já sabem que eu gosto desta cidade e podiamos aproveitar o destino forçado e transformá-lo em algo bom. Os parques onde a minha avó me levava a brincar continuam por lá, igualmente verdes, com pombos a esvoaçar por milho, o campo de futebol de 5 onde eu tentava patinar com uns patins completamente básicos presos aos pés por algo semelhante (não seria mesmo?!) a coleiras de cão. A pequena rendeu-se assim que ouviu a palavra parque e claro, aproveitou todos os minutinhos que lá passámos.


Depois seguimos para a cidade velha, almoçámos numa tasquinha de petiscos e chegámos à ria.

"Olha o MAR! Olha o MAR!" - gritava a pequena enquanto arrancava sorrisos às pessoas que iam passando e se aproximava do arco com a ria do outro lado...

E os barcos, e as gaivotas e outro parque...


E tantos motivos para ser feliz...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sozinhas

Eu e a minha princesa...

(o João acompanha-nos,
dentro da barriga,
mas tirando uma ou outra coceguinha,
está sossegado no quentinho,
e hoje somos só nós).




Enroscadas uma na outra, diz-me 1537 vezes que gosta de mim.

Quando lhe respondo que também a adoro diz-me
"Eu sei mamã, eu sei..."
e faz-me uma festa na cara...

O João sente o coração cheio da mãe,
e faz-me mais uma coceguita,
se calhar a dizer que também está feliz
por ter a mana que tem.

À maneira dela

Contrariar o vicio do ipad não é fácil.

- Vai buscar um jogo Alarica...
- Aqui (ipad) tem jogos...
- Não, um das caixas para fazermos todos...

e ela lá vai...

Quando não lhe apetece fazer puzzles ou outros jogos, normalmente o tema pinturas fá-la render-se. Aqui já tinha pintado todas as folhas que lhe dei e colocado a secar na porta do frigorífico. Como o que estava à mão eram as toalhitas para se limpar, foi essa a tela escolhida para continuar...


Pinturas ou borrões? Para mim, desde que seja à maneira e ao gosto dela, está tudo bem... :)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sua magra!

Aqui a ranhosa comprou estas jeans maravilha...

... e sente-se mesmo giraça dentro delas. A barriga de 3 meses e meio desta gravidez parece a minha barriga de 5 meses da minha Alarica... ao fim do dia está enormeeee. E eu gosto tanto...

Ahhh e mais... comprei um 34 e como têm elasticidade a intenção é vesti-las até ao fim da gravidez! E depois claro, porque o modelo destas calças permite retirar a cinta da barriguita e colocar outra cintura. Lindas!

Quando (SE!) eu engordar quilos intermináveis vou-me encolher toda para caber lá dentro ehehehehe

Coisas dos tempos modernos


Pretendo comprar dois ou três álbuns de fotografias. Simples, folhas que permitam a colocação de fotografias 15*20 e 10*15. Um álbum normalíssimo portanto.

Julgo que há 10 anos atrás a dificuldade seria a escolha dada a oferta existente no mercado. Hoje em dia, e pelo menos nestas paragens este artigo parece ter praticamente desaparecido das lojas. A Fnac tem meia dúzia (ou menos) de exemplares. As lojas de fotografias fecharam quase todas e grandes superfícies pura e simplesmente deixaram de os ter. Os chineses têm mas são feios como o raio.

Agora imaginem o filme. Eu na Worten, secção de fotografia. Um sem número de máquinas e rolos e molduras digitais. Um empregado a passar e uma pergunta:

'Tem álbuns de fotografias?'

De resposta tive uma cara estranha quase de incredulidade e como se não soubesse do que eu estava a falar. Insisto:

'Sabe, aqueles álbuns onde antigamente colávamos as fotos que imprimia-mos'.

'Ahhhh não, não há...'

Hoje em dia tiramos milhares de fotografias e não imprimimos praticamente nada. Servem para quê então? Vou tentar na net ou numa casa de fotografias do comércio local que tenha resistido... ainda não perdi a esperança...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ser mãe... ou não.

Ontem o tema de discussão num dos programas da tarde eram as mulheres que não queriam ser mães.

Continua a ser um tema polémico, principalmente pela forma como as pessoas encaram esta opção de vida. Há uns meses numa reportagem via uma mulher assumir que mentia quando lhe perguntavam o porquê de não ter filhos. Dizia ela que não podia porque desta forma se acabavam as perguntas, enquanto que se dissesse a verdade, que não tinha porque não queria, a discussão não terminaria tão cedo.

Cada pessoa faz as suas opções e não me faz confusão que as pessoas se queiram dedicar a outras vertentes da sua vida, às vezes menos compatíveis com a maternidade. Ou porque pura e simplesmente não se vêem como mães e com a responsabilidade de criar, educar e fazer feliz um ser totalmente depende delas.

No entanto no programa de ontem houve uma afirmação que me deixou de boca aberta. A história daquela senhora que não queria ter filhos, passava por uma adolescência com um irmão mais novo (16 anos), cujo nascimento lhe cortou muito a liberdade que desejava naquela fase da sua vida. Por ter esta experiência, a senhora disse qualquer coisa do género:

"Eu tive muita sorte! Tive esta experiência do que é ser mãe e pude decidir que isto não é o que queria para mim. Quantas mães que se calhar têm os filhos porque é natural tê-los desejam voltar atrás, porque não gostam dos filhos que têm, dos filhos que lhes calharam e já não podem, não há nada a fazer!"

Sinceramente fiquei chocada com esta afirmação. Parece que deviamos poder ir escolher os nossos filhos a uma prateleira do supermercado e que se não houvesse o modelo que queríamos devíamos rejeitar os outros.

Esta senhora não sabe que o amor de mãe é incondicional...