terça-feira, 16 de setembro de 2014

Artes

Com a quantidade de material que compramos para a escola da nossa pequena tenho a certeza que para além de aprenderem a ler, neste primeiro ano também vão ficar com um mestrado em artes.


Espero ser a feliz contemplada de algumas das obras primas dela :)

Regresso

Rentrée. Aquela palavra chique que se ouve muito lá para os lados da Comporta. 

Já me ouvi a queixar que não tive férias. Que fui dois dias não sei para onde e mesmo assim fomos interrompidos pelo trabalho. Já me ouvi a dizer vezes de mais que assim nem se descansa, nem se trabalha nem se tem férias e que 'bla bla bla pardais ao ninho tadinha de mim'. 

Já me cansei de me ouvir assim e parou aqui. Não fui de férias para as Caraíbas nem para nenhum destino 'posh' mas tive dias e dias de acordar tarde e fazer o que queria (a maior parte do tempo), sem cobranças de horários. Conheci amigos velhos :), revi outros, fui à praia, ao parque, comer fora (vezes sem conta porque a preguiça de cozinhar era muita), andamos de carrossel (sim, todos), fizemos festas, comemos bolas de berlim. 

Fizemos mudanças na rotina para facilitar a entrada da pequena na primária, pensamos e discutimos a estratégia do trabalho, tentamos que sejamos nós a comandar a vida em vez de ser ela a comandar-nos a nós. Não é fácil nem é difícil. É fazer o que nos propomos a fazer. E sermos felizes com isso.








segunda-feira, 4 de agosto de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Felizes aos bocadinhos...

Dias em casa. Não são férias a sério. Às vezes parece. Outras vezes não.

Devia estar a trabalhar mas não tenho quem fique com eles estes dias e vou ficando até a situação se resolver.

O cansaço às vezes ganha por um bocadinho e refilo e quero dormir ou ler ou tratar dos emails do trabalho sossegada sem um pirralha a exigir o 'cóinho' da mãe ou a pirralha a perguntar a toda a hora se podemos ir ao parque. 

Depois respiro fundo, mudo a minha energia e a deles, e inventamos qualquer coisa para fazer ou vamos para a rua deixar que as coisas para fazer venham ter conosco. Sinto-me cansada mas todas as mães sabem que nem vale a pena valorizar isso. É 'siga para bingo' e pronto. 

É incrível a quantidade de vezes que aspiro e ando pela casa simplesmente a por as coisas de volta no lugar. Há bocado pedi que a pequena arrumasse o material de desenho e ficou muito indignada. Não sei se ria ou chore… Peço sempre para arrumar, mas eles estão sempre muito 'cansados'… São todos iguais não é? Mas a minha pequenina já faz 6 daqui a nada, essas desculpas já não fazem muito sentido e ela lá vai interiorizando isso. 

E eles vão-me testando, eu estabeleço regras, alguns cumprem-se a 100% outras quebram-se de vez em quando. E no meio de fitas e birras e risadas e brincadeiras, cá estamos os três, a ser felizes aos bocadinhos… ;)




 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Agri-doce

Ao jantar.

A pequena a enumerar as coisas que o irmão aprende com cada elemento da família.

Comigo aprende jogos e as canções. 
Com o pai aprende asneiras*. 
Com a mãe… humm… com a mãe aprende o carinho. 

O pai ficou triste. A seguir ao jantar foi fazer legos com eles.

O problema de viver tão intensamente o trabalho, até em casa, é não se aperceber de que o tempo passa, eles crescem. E se há um ano ela dizia que o pai brincava com ela ao Capitão Gancho, ultimamente ela não tem memórias dessas.

Eu fiquei triste por ele e por todos. Mas ao mesmo tempo fiquei com o coração cheio de ela me associar ao carinho, ao amor… no fundo é isso que todos queremos para os nossos filhos, que se sintam amados.

* O J., uma manhã destas, 
com um jogo no iPad. 
"Não. Não é isto. 
Não é isto! 
Porra!!! "

Isto depois de um fim de semana 
em que o pai esteve em casa.
Não estou a acusar ninguém ;)