segunda-feira, 13 de junho de 2016

Parece mentira

Dizer que foram semanas intensas é pouco.

Ouvir algumas pessoas dizer que estavam cansadas e ver com estes olhinhos que o dia delas nem tinha 1/3 da dureza dos nossos foi coisa para me fazer dar valentes gargalhadas. Chorar não era opção. Mesmo nos dias em que o que apetecia desaparecer ou esconder num buraquinho…

São semanas de partilha, aprendizagem, trabalho de equipa e auto-conhecimento… para o bem e para o mal. Agora é tempo de por as coisas em ordem e relaxar. Aproveitar o tempo com os filhotes e poder dizer-lhes que não, a mãe agora não tem de ir trabalhar (às noites, durante o dia cá estamos ;) )...




terça-feira, 31 de maio de 2016

4 e outras coisas...

Ele fez 4...

A mãe…

 Bateu o pé 
e mesmo no meio do caos em que estamos metidos 
como em todos os meses de Maio e Junho 
foi para casa e fez um bolo que levou à escola...
 


 Quando desembrulhou o Chase era só um cão 
(tenho a certeza que ele queria mais carrinhos)
 mas agora vai para todo o lado com ele...
 

E a mãe fugiu do computador um dia
 e ficamos a três a 
aproveitar as coisas boas da vida… 



sábado, 14 de maio de 2016

Do dia a dia...

 
O pai fez anos e o bolo tinha um Pateta...

O trabalho está naquela fase em que à hora que vamos jantar ela adormece à mesa…
(abençoadas avós e tias-avós para isto não ser todos os dias)

O jardim zoológico foi espectacular mas cansativo...

A varicela não é espectacular mas é cansativa...

Não saímos por causa da varicela mas estivemos ocupados...

Eles com sumo e bolo e a organizar uma festa de aniversário que
tendo em conta o número de convidados (nós 3) foi bem divertida!

 Uns dias antes da varicela a loucura da festa da espuma cá em casa… 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A culpa é delas*

*hormonas

Por muito boas intenções que eu tenha para ser uma boa mãe chega a tpm e é o CAOS… e o pior é quando isso acontece e eu não estou sintonizada para perceber o que está a acontecer e entro na onda. Acho só que os pequenos estão a ser terrivelmente chatos, que a minha vida é uma desgraça e que tudo acontece para me azucrinar (sim, entro em modo drama e é muito feio de se ver…) 

Para ajudar à festa o nosso trabalho torna-se uma loucura a partir de Abril e Maio, as rotinas alteram-se, o pai passa muitas horas no escritório e eu só não passo porque os pequenos precisam de mim, mesmo que seja em modo chata… assim, nos últimos dias tivemos direito a resmunguice com coisas boas à mistura. 

Ele continua a brincar ao carnaval… 

 Dei um bom avanço na manta... 

 O apalpário deixou o J. encantado...

 Trabalhar com uma vista destas é para quem merece... #eumereço

 Eles pediram e a mãe chata fez ...

Lição a registar: mesmo quando és muito chata acontecem coisas boas. Os dias não são todos perfeitos mas são todos para ser vividos com consciência.  

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Xô fim de semana!

Bem-vinda Segunda Feira!!!

Não me lembro de ter ansiado tanto por uma segunda feira. Sábado os pequenos estavam impossíveis (ou eu estava com um nível de paciência muitooo reduzido, sendo esta a hipótese mais forte).

Sexta à noite, Sábado de manhã e Domingo o dia todo cozinhei, limpei, lavei, passei a ferro, etc, etc, etc. Ontem sentei-me 20 minutos para tricotar durante a tarde e deitei-me às 21.30h porque não aguentava mais.

Bem-vinda semana! Vou tratar-te bem para o próximo fim de semana ser mais relaxante…





sexta-feira, 8 de abril de 2016

Os pequenos também têm problemas

A minha pequena tem uma faceta muito dramática. Já o tinha dito aqui. Normalmente essa veia aparece o fim do dia, no regresso a casa, quando ela está mais cansada. Por norma sou eu que estou com ela. Quando o pai apanha esses dramas fica desesperado, super deprimido sem saber o que fazer. Ela chora, aquilo vem-lhe da alma e ele não consegue separar o que é o drama causado pelo cansaço. Queixa-se dos amiguinhos, exagera algumas situações mas completamente convicta que tem toda a razão e o mundo é injusto com ela.

Ontem foi mais um dia desses. A maior parte do caminho eu tive de conter o riso* porque ela quando está assim diz coisas e usa expressões tão engraçadas que para mim são pérolas. Ontem o episódio foi avançando, que a amiga diz que já não vai ser mais amiga dela, que a obriga a brincar e que ela já cometeu um grande erro ao perdoa-la tantas vezes (esta foi uma das que me fez rir). Que se ela é amiga verdadeira não pode dizer essas coisas porque 'ela fica com o coração partido'. Esta não me fez rir, trouxe-me as lágrimas aos olhos… depois continuou, lembrou-se do avô, de como tinha saudades dele, das coisas que fazia com ele, da culpa que sente por às vezes não gostar dele e querer antes ir com a avó, de não perceber que ele ia morrer… bem, foi desolador. Confortei o melhor que soube, dei espaço para chorar, colinho (estacionamos e ficámos no carro a conversar), contei-lhe do que me lembro do meu avô que morreu quando eu tinha a idade dela, de como ficam as boas memórias e que de cada vez que pensamos neles eles estão presentes na nossa vida.

Fomos para casa e fui tentando tirá-la daquele estado. Só uma história sobre o irmão a conseguiu animar. Logo de seguida ele chegou e as coisas voltaram ao normal. Não é fácil ver os nossos filhos a sofrer mas às vezes faz parte. Ainda não fez um ano desde a morte do avô e ela raramente fala sobre isso. E eu sei que está lá. Tento sempre que ela perceba que é uma coisa triste mas natural e que devemos falar sobre isso sempre que precisemos.


* Nunca desvalorizo os desabafos dela nem a deixo perceber quando as coisas me fazem rir. Não estou a rir do que a faz ficar triste, fico impressionada com a forma como exterioriza algumas coisas de forma tão emocional e coerente. Se todos os adultos fossem assim as coisas eram mais simples.