terça-feira, 11 de outubro de 2011

8 de nós 2

11/10/2003

"Um casamento em Outubro?! - terão dito os amigos - mas assim não sei o que vou vestir! Estará calor, estará frio... estes noivos só arranjam complicações!"

Mas lá se organizaram, não estava muito calor, mas também não estava frio. E eles estavam todos LINDOS!

Não choveu durante o dia mas à noite, caiu a mais bonita trovoada da minha vida. Tudo se iluminava por cima e atrás daqueles pinheiros, tinhamos o nosso 'fogo de artificio' natural :)

Não posso falar pelo noivo mas eu estava tão tranquila, desde o momento em que acordei. Fui tomar o pequeno-almoço a casa da minha tia (que mora a uns 50 metros de caminho privado entre as nossas casas). Já não me lembro bem do que fez, mas é famosa pelas fatias douradas. Comi, conversei e ri até serem horas de ir para o cabeleireiro.

Dali, e muito depois do previsto, corri para a maquilhagem, onde acabei por roubar a vez da minha prima... afinal, nestes dias as noivas têm prioridade! Voltar a casa, vestir-comer (foi mais ou menos ao mesmo tempo), fotos aqui e ali, os amigos a chegarem, a avó a stressar com o atraso, a minha mãe a aparecer com a célebre frase 'Eu é que sou a mãe da noiva' (o que eu me ri!) e lá fomos para a igreja...

Momento mais complicado de gerir emoções: entrar na igreja e trocar um olhar com uma das minhas melhores amigas... não chorei, mas quase. Foi avassalador.

Da cerimónia recordo as nossas mãos dadas, o meu afilhado junto a mim e a vontade de chegar o momento de trocar alianças.

O resto do dia foi como a nossa vida até aqui: recheado de coisas muito boas, com algumas nuvens a ensombrar, mas na vida nada é perfeito, e essas imperfeições fazem parte da vida e têm de fazer parte da nossa felicidade.

E venham mais 8, e mais 8, e mais 8 e por aí fora...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

*o*

Há ideias mesmo infelizes...

Relacionado com futebol, hamburgueres e cheiros.

E mais não digo.

Blhacccc....

domingo, 9 de outubro de 2011

Chicharros

Na casa dos meus pais Domingo era quase sempre sinônimo de assados no forno.

A manhã arrastava-se e o cheiro da comida no forno ia ganhando forma à medida que a fome aumentava.

Na nossa casa não é tradição mas de vez em quando acontece.

Hoje, enquanto o ele foi trabalhar, eu e a pequena ficámos em casa. Ela a adormecer os seus bonecos e a mandar o Sr. Lei de castigo porque fez uma grande birra e eu de volta da roupa, da casa, da cozinha.

Um tabuleiro. Azeite, dois tomates maduros, uma courgette às tiras, meia dúzia de cogumelos frescos cortados aos quartos.

Dois chicharros deitados nesta cama.

Temperar de sal e pimenta, uma pitada de pimentão doce, alhos picados, duas folhas de louro e uma rega de vinho branco.

Batatas doces cortadas aos cubos, escaldadas na panela e ajeitadas à volta do peixe.

Uma hora no forno a 200º (os peixes eram grandes), com uma voltinha no meio para não ficar seco.

Ele chegou a casa quando estava a tirar o tabuleiro do forno.

Não houve tempo para fotos... o mais que podia mostrar era a minha barriga depois de comer... :)

O que resultou melhor foram as batatas e legumes assados. Podia ter colocado cenoura que também ficaria óptimo. Tudo assadinho, assim para o caramelizado, com aquele molhinho... hummm...

PS Para aproveitar o forno ligado e como não tinha pão em casa, saiu um pãozinho saloio com sementes de sésamo e papoila. Já temos lanche.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lar


Estivemos bem por lá mas realmente não há sitio como a nossa casinha.

A piolha adormeceu exausta, o maridão chega daqui a poucas horas e o fim de semana vai dar para matar saudades e descansar.

Ir às compras, brincar e fazer um pic-nic são os planos da minha filha. Vou tentar não falhar nada :)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Planos

Planos para hoje:

Fazer o saco e fugir para a casa da mamã.

Sozinhas até ao final da semana prefiro estar num sitio onde a pequena pode ver as galinhas, brincar com os primos e andar de bicicleta.

Para mim, tirando o 'desconforto' de não estar na minha casa, significa que não vou ter de fazer 50kms todos os dias, vou poder acordar mais tarde e contar com os cozinhados da mãe.

Não vamos levar computador portanto até já :)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Das coisas que me acontecem

Visita a um dos campus da universidade.

Onde andei cerca de um ano e meio até finalmente perceber que aquele curso não me dizia nada e voltar a inscrever-me em marketing, o que me deixou infinitivamente mais feliz.

Serviços Académicos - Formação avançada

Muita gente à espera. Eu com duas matrículas para fazer. Duas porquê? - perguntou a senhora - Duas, porque somos duas pessoas, respondi.

Não me parecia que fosse uma pergunta com muitas opções de respostas, não desenvolvi e ela calou-se.

Começa a atender-me, muitas perguntas, formulários, tempos de espera pelo sistema, muita gente a acumular até à porta. Recebe um telefonema pessoal. Más noticias. Muito más noticias. Começa a tremer e a chorar e ainda assim a atender-me. Pergunto-lhe se não quer um minuto. Diz que sim e corre 'lá para dentro' a chorar. Volta. Continua igual. Volta a correr para o refúgio.

Vem a 'chefe' atender-me e começa a revirar os olhos como se a colega não tivesse direito de ficar transtornada com aquelas más noticias. Começa a mexer no meu processo e a 'exigir' que pague as propinas na totalidade quando na verdade tenho uma redução significativa face às equivalências conseguidas. Reclamo, claro, porque o processo do F. estava tratado e tudo estava em condições, equivalências consideradas inclusivé. Coloco-a no seu lugar, digo-lhe que tem todo o processo à frente e toda a informação para me fazer a matrícula correctamente. Parece que me está a fazer um favor só por me atender. Começo a imaginar-me a escrever a reclamação.

Volta a senhora transtornada. Limpa os olhos e diz que as pessoas não têm culpa do que aconteceu e que me vai atender. 'Enxota' a chefe e trata do meu caso sem problemas.

Saí. A minha vida continua, a dela também, mas de certeza que com uns dias/semanas/meses complicados pela frente.

E penso que a vida muda em segundos. E não gosto disso.

sábado, 1 de outubro de 2011

Para levar

Jantar na casa de amigos. Para não chegar de mãos a abanar penso sempre numa sobremesa...

Sozinha em casa com a pequena, num 'dia de pijama',  a ida ao supermercado era muito pouco atractiva.

O que temos em casa que se possa transformar em algo saboroso...

Sim, os marmelos da horta do tio! São demasiados para fazer apenas marmelada... Vai ser um crumble!

Juntam-se umas maçãs, açúcar, um pauzinho de canela... a cobertura enriquecida com umas amendoas...

Saudável, saboroso, simples. Perfeito...