terça-feira, 8 de março de 2016

Recados

Eu ralho.

Eu barafusto.

Eu enervo-me quando eles não se despacham e eu vejo os minutos a passarem à velocidade da luz.

Não sou uma mãe perfeita (longe disso) mas contrario muitas vezes o que descrevi acima porque tenho noção que o presente, estas rotinas às vezes loucas, são a infância que os meus filhos vão recordar e quero que o façam com o coração cheio de amor. E eu também não quero ver os meus filhos crescidos e pensar que eu devia ter feito diferente.

Ontem escrevi um bilhete e coloquei na lancheira da minha filhota. Quando a fui buscar ao ATL lá estava o bilhete na carteira dos lápis à vista dos olhinhos dela…

Fui recebida com um: óhhhh mãe adorei… os meus amigos disseram 'óhhh que querido…', sabes mãe, eu acho que eles não são tratados assim com tanto amor como eu… os pais deles não sabem ser assim como tu...

Eu sei que ela não tem razão. Que os outros pais amam os filhos até ao infinito e o demonstram da melhor maneira que sabem… mas fico feliz por a minha se sentir assim cuidada, acarinhada e especial. Que saiba sempre que o meu amor por eles é incondicional, infinito, protetor e presente, o meu amor é dado hoje,  no agora e não em forma de muito trabalho para um dia lhes dar tudo o que eles merecem, não em forma de rigidez porque um dia eles me vão agradecer tê-los preparado para a crueza da vida, não em forma de mais um jogo porque não tenho tempo para brincar com eles agora.

Acho que é por isso que eles me perdoam quando ralho, barafusto e me enervo. Porque eles sabem que não tem uma mãe perfeita mas sabem que a mãe faz o mais perfeito que consegue.

10 comentários:

  1. SIM!!!

    Não somos perfeitas mas, deixa-me assegurar-te, andamos muito perto disso!!! :D hahahhaha por esta não esperavas, ãh?

    You go girl!

    Eu também ralho e enervo-me mas tenho o síndrome Mourinho nisto da maternidade: acho que sou (e tento ser) a melhor do mundo!

    ;) BEIJOS!

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    1. Andamos não andamos??? :) Viva nós! Beijinhos xx

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  2. Achei tão delicioso isso que até me emocionei.Gosto tanto dessas coisas. As crianças devem sentir-se amadas, devem ter boas recordações.

    Também fiz algo assim, mas para daquia uns tempos, quando o meu sobrinho entender, que a madrinha gosta muito dele. Deixei-lhe um livro d' O Princepezinho, com uma dedicatória, para pais lhe entregarem quando ele tiver entendimento. e a minha dedicatória também cheia de amor.

    é uns mãe fantástica, está visto!

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    1. É verdade Alice, levamos a vida a dizer que o tempo voa mas não parece que tenhamos mesmo noção do que isso quer dizer, os pequenos 'nadas' importam e muito. E o teu sobrinho vai sentir nesse livro o quanto a tia gosta dele, tenho a certeza! Beijinhos xx

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    2. Alice, eu também ofereci O Principezinho, aquele grande com pop-up, à minha sobrinha!

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    3. art soul,

      também eu. é tão giro! se eu não tivesse a firme intenção de lho dar, para ele ver, ler e apreciar, um dia, algures no futuro, teria ficado com ele para mim. adoro livros, mas daquele tipo, deixa-me deliciada.

      (aproveito a garfada - porque conheço o teu blogue- e pergunto-te se já ouviste falar num curso de escrita e ilustração do pingo doce. tens tanto jeito!)

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  3. hahaha já sim! mas (infelizmente) não posso participar pk já ilustrei um livro :(

    MAS

    estou a pensar em concorrer com uma história! hehehhe

    e só vocês as duas é que sabem!

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    1. Vamos guardar o segredo, esperando ansiosamente pelo resultado! :)

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